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19/08/2010 09:16
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Estereótipos
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Nos últimos dias tenho pensado sobre a loucura causada pela distância. Não me refiro ao sentimento de desespero que pode acometer a quem está bem longe de casa, mas às impressões que temos de lugares e pessoas que não conhecemos.
Particularmente, nunca pensei muito nos estereótipos criados para os cidadãos de cada país, mas também não imaginava que fôssemos tão parecidos. Manias, maus e bons hábitos, mesmas questões e aspirações... Ontem, na sala de aula, conversamos sobre isso e pude dizer que sim, sou brasileira, mas não gosto de carnaval. Em seguida ouvi um espanhol dizer que não é extrovertido. A venezuelana disse que nem todas as mulheres são inacreditavelmente lindas como as tantas misses universo eleitas. A alemã disse que, ao contrário do que se pensa, nem todo alemão é organizado e que ela era um exemplo disso.
Durante minha fala, peguei o mapa do Brasil, mostrei o pequeno ponto em que estou inserida e toda a imensidão que o circunda: áreas de grande influência africana, indígena, européia e asiática. Diante de tamanha diversidade, como poderia eu definir uma única forma de ser brasileiro. Neste sentido, não vejo pares. Não somos pares, mas ímpares.
Há outros brasileiros aqui, do sul, do nordeste e, como eu, do sudeste. Eles se parecem comigo tanto como a água com a terra. Temos em comum o fazer parte do mesmo “ecossistema”.
Pode parecer contraditório, mas todos, independentemente da nacionalidade, somos idênticos em nossas diferenças. Todos somos indivíduos que carregam traços culturais particulares de um grupo mas que, ao mesmo tempo, nadam contra a corrente.
*Para tranqüilizar meus amigos brasileiros, eu estou sim na França e tomo banho todos os dias.
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (2)
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09/08/2010 12:39
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Diário de Bordo
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O Blog Eu, Repórter entrou de férias, ou seja, vai relaxar e exibir textos bem particulares sobre meu primeiro intercâmbio.
Estou em Antibes/Juan les Pins, sul da França, na chamada Côte d’Azur (Costa Azul).
O objetivo é aprender a falar francês de verdade e eu espero atingi-lo bem rápido pra poder aproveitar mais a viagem, afinal o lugar é lindíssimo.
Só pra adiantar, a Costa Azul é uma zona geográfica, ou seja, tem características que lhe diferem das outras regiões da França. Mesmo no inverno, aqui faz sol. O nome da região se deve justamente a isso: na maior parte do ano o céu fica muito azul, formando um par perfeito com o Mediterrâneo.
Eu já fiz um passeio pelos principais pontos daqui, mas quero visitar um de cada vez com mais tempo e escrever sobre o que eu vier a ver.
O blog será usado como mais uma forma de contato com a minha família, então os textos serão bem pessoais. Se vir algum post novo, #AvisaLaEmCasa, s’il vous plaît!
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (1)
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06/07/2010 01:33
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Troc
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Jean Jacques est allé acheter des jouets. Quand il est arrivé au magasin, il a remarqué qu’il avait oublié tout son argent chez lui. Au lieu de rentrer chercher son portefeuille, il a decidé offrir sa montre au vendeur.
Il lui a dit:
- Excusez-moi, monsieur. J’ai un objet très intéressant pour votre magasin. C’est une montre extraordinaire que j’ai acheté en Chine.
L’homme a pris la montre et a regardé attentivement Jean Jacques. Après, il lui a répondu:
- Très bien, monsieur. Que voulez-vous?
- Je veux quelques jeux.
- Humm... Alors, je pense que vous allez aimer le jeu de volleyball.
- Mais, le volleyball n’est pas un jeu, c’est un sport.
- Oui, et la montre n’est pas de l’argent.
Remexendo nos meus exercícios do curso de francês, encontrei essa pequena anedota. Apesar de o objetivo inicial do blog ser expor textos produzidos na faculdade, achei interessante publicar alguma criação também de outras áreas de estudo. Não garanto que quem tem mais vivência ou fluência no idioma vá achar alguma graça, mas qualquer necessidade de correção, só deixar o comentário!
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (1)
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05/04/2010 23:19
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Se eu tivesse um título melhor...
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Eu acho que o mundo seria melhor se falássemos menos a palavra “se”. Conjunçãozinha chata essa que, geralmente, é usada pra fazer a realidade parecer fruto das piores escolhas: se eu tivesse pensado nisso antes, se você tivesse me dito, se eu soubesse...
Acho que ela deveria ser guardada para os momentos em que planejamos os próximos passos, pesando prós e contras, afinal, nessas situações, a reflexão acerca dela pode fazer a diferença entre o acerto e o erro. “Se esse candidato for eleito, o país vai conhecer uma política honesta”. É... Nesse contexto, ela é aceitável.
Mas, fora disso, quando seu foco é o passado, a função dela é martirizar. É fazer com que as pessoas vivam insatisfeitas, pensando em como sua história poderia ser melhor. Eu sei. Nossas escolhas, cada uma delas, definem nossa vida. Mas, não há como saber ao certo se outra escolha teria sido mais bem sucedida uma vez que ela jamais foi e nunca mais poderá ser tomada.
Cometemos erros e eu sou absolutamente a favor do arrependimento e da correção. Mas, que essas posturas, internas no caso do arrependimento e externas em se tratando da correção, funcionem como molas propulsoras e não como buracos negros. Reconhecer os tropeços deve ser estímulo para a busca da retidão e não desculpa para a desistência.
O passado não pode ser mudado. Mas, um novo presente, melhor, mais feliz, pode ser construído a partir de agora.
*Enquanto escrevo esse texto, estou pensando se poderia ter me expressado melhor. Não sei. Talvez um próximo texto seja mais inspirado que esse. Ou não.
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (4)
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11/01/2010 23:51
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O assessor da audiência
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Durante o período terminal do regime militar, floresceram as assessorias de imprensa. Atualmente, de acordo com a Fenaj, são elas as maiores empregadoras de jornalistas no Brasil.
Observando atentamente o trabalho das equipes desse setor, pode-se perceber a existência de três tipos de assessores: os “da” imprensa, os da empresa e os da audiência.
Apesar de todos serem denominados Assessores de Imprensa, os “da” Imprensa trabalham de um modo diferenciado. Vaidosos, querem manter um bom relacionamento com repórteres e editores não para representarem bem seu assessorado, mas para serem reconhecidos; celebridades. Esses enchem os repórteres de brindes e os releases de brilho para ofuscar a negligência no trato da informação e manter cativo o jornalista prostituto.
Os assessores da empresa, por sua vez, são aqueles que enviam às redações todos os dados que elas precisam para propagandear as qualidades e benfeitorias de seu assessorado. Omitindo o que dever ser divulgado, o assessor é omisso e perde a credibilidade.
Lapidados pelas críticas aos tipos de profissionais apresentados, surgem os assessores da audiência. Conscientes de sua função, atendem, concomitantemente, a vários públicos: oferecem informação útil, verídica e de qualidade à imprensa; mantêm seu foco no que é de interesse público e, assim, agregam à imagem de seu cliente valores imprescindíveis como transparência, honestidade e responsabilidade.
Os assessores da audiência reconhecem que ela é plural e se concentra em ambientes diferenciados, o que os leva a buscar sempre novas formas de se comunicar. Sem abandonar os veículos tradicionais, posicionam seu assessorado nas redes sociais e dialogam de um modo nunca antes imaginado. Se com o avanço tecnológico multiplicaram-se exponencialmente o volume de informações e as possibilidades de compartilhá-las, cabe ao assessor da audiência criar mecanismos para que seja ele, e não outros, a fonte de dados, conceitos e ideias que subsidiem a conversa sobre seu assessorado.
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (3)
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20/10/2009 16:15
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Comunicação é fundamental!
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Na era das redes sociais, ficar de fora do diálogo é “crime” de negligência
Quem nunca ouviu ditados como "quem não se comunica, se trumbica" ou "quem tem boca vai a Roma"? Essas máximas da cultura popular demonstram como a comunicação é fundamental.
Quando algo errado acontece na realização de qualquer atividade, a acusada, na maioria dos casos, é a "falta de comunicação". Expressões como "erro de cálculo" já não são quase ouvidas – talvez pela necessidade de se descentralizar a culpa, já que cálculos geralmente são feitos por uma única pessoa, enquanto que comunicação requer, no mínimo, duas.
A expressão 'no mínimo', no momento atual, é absolutamente legítima, pois presenciamos o surgimento e a solidificação de diversos meios de comunicação com tecnologia que, além de desafiar tempo e espaço, acolhe um grande número de “atores”. Na plataforma web, não há papéis fixos. Emissor e receptor se alternam. Todos falam. Todos ouvem. E de variadas formas.
As redes sociais criadas por meio dos sites de relacionamento, como Twitter, Orkut e Facebook, entre outros, são exemplo patente da evolução da comunicação. Nelas, acontecem diariamente debates, discussões e avaliações coletivas de marcas, produtos, personalidades e atitudes. Os internautas, que, no Brasil, ultrapassam a marca dos 60 milhões*, têm opinião influenciada e decisões determinadas a partir do que ouvem e vêem na Internet.
O Ibope Nielsen Online – especializado em pesquisas sobre a internet – apontou que, em julho desse ano, houve um crescimento de 10% no número de brasileiros que acessaram a internet no trabalho ou em casa – em comparação com o mês anterior – e, segundo o analista de mídia da empresa, José Calazans, as redes sociais foram as que mais contribuíram para esse aumento. No mesmo período, a subcategoria Comunidades, onde se encontram os números das redes sociais, registrou crescimento de 15% no tempo médio de navegação, tomando, assim, uma grande fração do total de horas que cada usuário passou online – 30 horas e 13 minutos.
Diante dessa realidade, é imperativo que as empresas, organizações, governos e personalidades públicas se posicionem nesse ambiente democrático e participem do diálogo, usando com racionalidade o comércio eletrônico, as redes sociais e todas as demais potencialidades agregadas às já existentes na web.
A conversa já começou. Ficar de fora é negligenciar a oportunidade de conquistar credibilidade e fidelidade do crescente público/consumidor.
*Número de usuários maiores de 16 anos com acesso em qualquer ambiente segundo pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online em junho/julho de 2009.
**Artigo publicado na revista Conteúdo AM4, em setembro/2009.
***Não quero despedir do blog, então, quando possível, se Deus quiser, postarei mais textos, inclusive o que deveria ser o próximo segundo meu penúltimo post. Talvez, o Eu, Repórter entre em uma nova fase em 2010. Vamos aguardar... ;)
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (0)
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11/06/2009 11:28
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Uma crise existencial
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Você conhece as fases pelas quais, geralmente, passa um ser vivo: Nascer, crescer, reproduzir-se e morrer. Assim, viver parece tão simples... Mas, cada uma dessas etapas carrega uma infinidade de pequenas crises que, superadas, geram uma mudança. A partir do chamado ponto crítico chega-se ao popular ou vai, ou racha.
Talvez seja exagero comparar um blog a um ser vivo, mas a alegoria explicita o momento pelo qual ele está passando. Criado para expor meus textos, pensamentos e divagações durante os anos na faculdade, perdeu sua funcionalidade com o término do curso. Chegou ao ponto crítico.
Teoricamente, teria mais tempo pra ele agora, mas pra quê?
Para atingir totalmente o objetivo do blog, falta publicar apenas um texto, aquele que, de certa forma, abriu a mim as portas da Academia: minha pequena dissertação no ENEM. Se Deus quiser, fecharei este ciclo do blog com o texto que deveria ter sido o primeiro.
Aguardo que uma nova ideia me permita experimentar diálogos com pessoas tão interessantes como os que eu tive durante os tempos do meu Eu, Repórter graduando.
Deixo meus agradecimentos aos que me acompanharam e compartilharam seus pensamentos comigo. Meu abraço.
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Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (3)
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