11/01/2010 23:51
O assessor da audiência
Durante o período terminal do regime militar, floresceram as assessorias de imprensa. Atualmente, de acordo com a Fenaj, são elas as maiores empregadoras de jornalistas no Brasil.

Observando atentamente o trabalho das equipes desse setor, pode-se perceber a existência de três tipos de assessores: os “da” imprensa, os da empresa e os da audiência.

Apesar de todos serem denominados Assessores de Imprensa, os “da” Imprensa trabalham de um modo diferenciado. Vaidosos, querem manter um bom relacionamento com repórteres e editores não para representarem bem seu assessorado, mas para serem reconhecidos; celebridades. Esses enchem os repórteres de brindes e os releases de brilho para ofuscar a negligência no trato da informação e manter cativo o jornalista prostituto.

Os assessores da empresa, por sua vez, são aqueles que enviam às redações todos os dados que elas precisam para propagandear as qualidades e benfeitorias de seu assessorado. Omitindo o que dever ser divulgado, o assessor é omisso e perde a credibilidade.

Lapidados pelas críticas aos tipos de profissionais apresentados, surgem os assessores da audiência. Conscientes de sua função, atendem, concomitantemente, a vários públicos: oferecem informação útil, verídica e de qualidade à imprensa; mantêm seu foco no que é de interesse público e, assim, agregam à imagem de seu cliente valores imprescindíveis como transparência, honestidade e responsabilidade.

Os assessores da audiência reconhecem que ela é plural e se concentra em ambientes diferenciados, o que os leva a buscar sempre novas formas de se comunicar. Sem abandonar os veículos tradicionais, posicionam seu assessorado nas redes sociais e dialogam de um modo nunca antes imaginado. Se com o avanço tecnológico multiplicaram-se exponencialmente o volume de informações e as possibilidades de compartilhá-las, cabe ao assessor da audiência criar mecanismos para que seja ele, e não outros, a fonte de dados, conceitos e ideias que subsidiem a conversa sobre seu assessorado.
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (3)

20/10/2009 16:15
Comunicação é fundamental!
Na era das redes sociais, ficar de fora do diálogo é “crime” de negligência

Quem nunca ouviu ditados como "quem não se comunica, se trumbica" ou "quem tem boca vai a Roma"? Essas máximas da cultura popular demonstram como a comunicação é fundamental.

Quando algo errado acontece na realização de qualquer atividade, a acusada, na maioria dos casos, é a "falta de comunicação". Expressões como "erro de cálculo" já não são quase ouvidas – talvez pela necessidade de se descentralizar a culpa, já que cálculos geralmente são feitos por uma única pessoa, enquanto que comunicação requer, no mínimo, duas.

A expressão 'no mínimo', no momento atual, é absolutamente legítima, pois presenciamos o surgimento e a solidificação de diversos meios de comunicação com tecnologia que, além de desafiar tempo e espaço, acolhe um grande número de “atores”. Na plataforma web, não há papéis fixos. Emissor e receptor se alternam. Todos falam. Todos ouvem. E de variadas formas.

As redes sociais criadas por meio dos sites de relacionamento, como Twitter, Orkut e Facebook, entre outros, são exemplo patente da evolução da comunicação. Nelas, acontecem diariamente debates, discussões e avaliações coletivas de marcas, produtos, personalidades e atitudes. Os internautas, que, no Brasil, ultrapassam a marca dos 60 milhões*, têm opinião influenciada e decisões determinadas a partir do que ouvem e vêem na Internet.

O Ibope Nielsen Online – especializado em pesquisas sobre a internet – apontou que, em julho desse ano, houve um crescimento de 10% no número de brasileiros que acessaram a internet no trabalho ou em casa – em comparação com o mês anterior – e, segundo o analista de mídia da empresa, José Calazans, as redes sociais foram as que mais contribuíram para esse aumento. No mesmo período, a subcategoria Comunidades, onde se encontram os números das redes sociais, registrou crescimento de 15% no tempo médio de navegação, tomando, assim, uma grande fração do total de horas que cada usuário passou online – 30 horas e 13 minutos.

Diante dessa realidade, é imperativo que as empresas, organizações, governos e personalidades públicas se posicionem nesse ambiente democrático e participem do diálogo, usando com racionalidade o comércio eletrônico, as redes sociais e todas as demais potencialidades agregadas às já existentes na web.

A conversa já começou. Ficar de fora é negligenciar a oportunidade de conquistar credibilidade e fidelidade do crescente público/consumidor.


*Número de usuários maiores de 16 anos com acesso em qualquer ambiente segundo pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online em junho/julho de 2009.

**Artigo publicado na revista Conteúdo AM4, em setembro/2009.

***Não quero despedir do blog, então, quando possível, se Deus quiser, postarei mais textos, inclusive o que deveria ser o próximo segundo meu penúltimo post. Talvez, o Eu, Repórter entre em uma nova fase em 2010. Vamos aguardar... ;)
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (0)

11/06/2009 11:28
Uma crise existencial
Você conhece as fases pelas quais, geralmente, passa um ser vivo: Nascer, crescer, reproduzir-se e morrer. Assim, viver parece tão simples... Mas, cada uma dessas etapas carrega uma infinidade de pequenas crises que, superadas, geram uma mudança. A partir do chamado ponto crítico chega-se ao popular ou vai, ou racha.

Talvez seja exagero comparar um blog a um ser vivo, mas a alegoria explicita o momento pelo qual ele está passando. Criado para expor meus textos, pensamentos e divagações durante os anos na faculdade, perdeu sua funcionalidade com o término do curso. Chegou ao ponto crítico.

Teoricamente, teria mais tempo pra ele agora, mas pra quê?

Para atingir totalmente o objetivo do blog, falta publicar apenas um texto, aquele que, de certa forma, abriu a mim as portas da Academia: minha pequena dissertação no ENEM. Se Deus quiser, fecharei este ciclo do blog com o texto que deveria ter sido o primeiro.
Aguardo que uma nova ideia me permita experimentar diálogos com pessoas tão interessantes como os que eu tive durante os tempos do meu Eu, Repórter graduando.

Deixo meus agradecimentos aos que me acompanharam e compartilharam seus pensamentos comigo. Meu abraço.
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (3)

07/04/2009 21:18
Como um raio de sol
Chegar e ser bem-vindo,
Ficar e ser querido,
Partir e ser sentido
são características de pessoas especiais que se renovam,
crescem e se tornam incentivo aos que as rodeiam;
um raio de sol pela janela que se abre
esperançosa.

Minha homenagem aos jornalistas em nosso dia.
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (1)

12/03/2009 00:01
Não desista.
Um vídeo impressionante. Parabéns aos criadores.



Ficha Técnica
Nome: Global Warming
Cliente: Quercus
Agência: McCANN Portugal
Diretor: FlavioMac
CG & Pós-produção: Seagulls Fly
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (2)

09/01/2009 09:54
O que há de errado comigo?
As lágrimas brotavam dos meus olhos quando me fiz essas perguntas: O que há de errado comigo?
Por que chorei ao ouvir o som dos disparos se as armas não estavam apontadas para mim?
Por que me entristeci diante da imagem de um homem carbonizado se jamais o conheci?
Isso não faz parte da minha natureza.
Normal seria contabilizar os mortos e dividi-los em bandidos e mocinhos. Natural seria trocar de canal em busca de algo menos perturbador, de preferência, alienante. Pelo menos, é isso que tenho visto por aí.
Guerras grandes e “pequenas”, civis ou militares são sempre catastróficas. Mas, ainda assim, são ferramentas usadas pelo homem, muitas vezes, tendo a busca da paz como pretexto. Parece fazer parte da cultura de minha raça.... Por que me choca?
Se há mais alguém que não suporta a mutilação, seja física ou psicológica; se existem outros de minha raça que defendem a integridade da vida e não têm prazer na dor do outro, deem um sinal. Não quero ser uma lenda.

Não há paz na morte. Só o silêncio.
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (6)

21/10/2008 00:11
Divagando sobre tempos que não vivi

Há aproximadamente trinta anos, o presidente Ernesto Geisel enviou uma emenda ao Congresso Nacional determinando o fim do AI 5, que limitava a atuação da imprensa, atentando contra a democracia.

Desse momento decorreram as mudanças que, lenta e gradualmente, deram fim à ditadura e restabeleceram os direitos civis dos brasileiros, entre eles a liberdade de expressão.

No entanto, em 2008, quando comemoramos 200 anos da imprensa “oficial” no país, ainda vemos situações em que a liberdade garantida pela Constituição é vilipendiada. Assassinatos de jornalistas, ameaças e bajulação são sinais que demonstram uma tirania “cuspida e escarrada” à de tempos atrás.

Os desafios que afrontavam a imprensa abolicionista, revolucionária, “subvertedora” e republicana chegam até nós mascarados, mas igualmente nocivos. De certa forma, nos desafiam a fazer dos próximos 200 anos algo diferente. Quem sabe, uma democracia “esculpida em Carrara”, tal qual nossa ingênua utopia.
Rebeca Ribeiro| E tu? Que pensas? Escreve aqui. (2)

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